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Economia

Investidores buscam exposição à TSMC pela B3

Gigante taiwanesa de semicondutores atrai interesse na Bolsa brasileira impulsionada pela alta demanda global por inteligência artificial.

Por 3 min de leitura

Investidores buscam exposição à TSMC pela B3
Investidores buscam exposição à TSMC pela B3

A corrida global pelo desenvolvimento da inteligência artificial colocou os semicondutores no centro das atenções dos investidores, permitindo que o público brasileiro busque exposição direta a esse mercado por meio da Bolsa brasileira. A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, conhecida mundialmente como TSMC, tem seus recibos de ações negociados na B3 sob o código TSMC34, oferecendo uma alternativa acessível para quem deseja investir na companhia sem a necessidade de abrir contas ou realizar operações de câmbio no exterior.

Fundada em 1987 em Taiwan, a TSMC consolidou-se como a maior fabricante mundial de semicondutores por encomenda. Em vez de projetar seus próprios processadores, a empresa especializou-se na fabricação de chips desenvolvidos por marcas globais de tecnologia, como Nvidia, Apple, AMD e Broadcom. Essa posição estratégica faz com que grande parte dos dispositivos eletrônicos e sistemas avançados de computação dependa direta ou indiretamente de sua capacidade produtiva.

O protagonismo da companhia reflete-se em seus recentes indicadores financeiros. No terceiro trimestre de 2026, a TSMC registrou uma receita de aproximadamente 46,7 bilhões de dólares, o que representa um crescimento de 51% em comparação ao mesmo período do ano anterior. No mesmo intervalo, o lucro líquido alcançou cerca de 763 bilhões de dólares taiwaneses, um avanço anual de aproximadamente 69%, impulsionado pelo apetite corporativo por chips avançados voltados a data centers e sistemas de inteligência artificial.

Para atender a essa demanda contínua, a fabricante manteve previsões de investimentos robustas para 2026, projetando aportes entre 60 bilhões e 64 bilhões de dólares. Esses recursos são direcionados majoritariamente para a ampliação da capacidade produtiva e para o aprimoramento de tecnologias avançadas, embora o processo de expansão exija altos custos com a construção de novas unidades, inclusive nos Estados Unidos.

No mercado brasileiro, o investimento ocorre através dos Brazilian Depositary Receipts, certificados lastreados em ativos mantidos no exterior. A aquisição dos papéis TSMC34 é realizada diretamente por meio de corretoras nacionais. Contudo, analistas apontam que a modalidade traz riscos inerentes, como a exposição cambial decorrente das oscilações do dólar frente ao real e a dependência do ritmo de expansão do setor tecnológico global.

Outro fator de atenção para o mercado envolve o risco geopolítico, dado que a maior parte da produção da companhia está concentrada em Taiwan, deixando-a suscetível a eventuais tensões comerciais internacionais. Apesar desses desafios, a alternativa na B3 segue como um instrumento relevante para a diversificação internacional e participação no crescimento da cadeia global de semicondutores.

Fontes consultadas

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