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Brasil

Julgamento de acusado pela morte de sargento da PM é marcado para novembro

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve a decisão de levar o réu a júri popular pelo homicídio ocorrido em Belo Horizonte.

Por 2 min de leitura

Julgamento de acusado pela morte de sargento da PM é marcado para novembro
Julgamento de acusado pela morte de sargento da PM é marcado para novembro

O julgamento de Welbert de Souza Fagundes, acusado de matar o sargento da Polícia Militar Roger Dias da Cunha, foi agendado para o dia 9 de novembro, às 8h20, em Belo Horizonte. A sessão ocorrerá no plenário do Tribunal do Júri, localizado na segunda presidência da comarca mineira.

O crime ocorreu na noite de 5 de janeiro de 2024, durante uma operação de perseguição a suspeitos no bairro Aarão Reis, situado na Região Norte da capital de Minas Gerais. Na ocasião, o sargento foi atingido por dois disparos na região da cabeça e um na perna.

Após ser baleado, o agente de segurança pública foi socorrido e encaminhado inicialmente ao Hospital Risoleta Tolentino Neves, sendo transferido na sequência para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, onde teve a morte confirmada dois dias depois do atentado.

No período em que o homicídio foi cometido, Welbert cumpria saída temporária de Natal e deveria ter retornado ao sistema prisional em 23 de dezembro de 2023, o que o tornava foragido da Justiça no momento do confronto.

O Ministério Público de Minas Gerais apresentou denúncia contra o réu por homicídio triplamente qualificado. As qualificadoras apontadas pela acusação incluem motivo torpe, a tentativa de assegurar a impunidade em relação a outro crime, o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de o delito ter sido cometido contra um agente de segurança pública no exercício de suas funções.

Durante a tramitação judicial, a defesa solicitou a realização de um exame de sanidade mental, o que resultou na suspensão temporária do processo. Um laudo elaborado por peritos da Polícia Civil atestou que não havia elementos capazes de comprovar insanidade mental que impedisse o acusado de compreender a gravidade de seus atos.

Após a conclusão da avaliação psiquiátrica, a Justiça determinou a retomada regular do processo e a pronúncia do réu para o julgamento popular. Em julho de 2026, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou o recurso apresentado pela defesa contra a decisão que determinou a submissão de Welbert ao Tribunal do Júri.

Fontes consultadas

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