Pular para o conteúdo
Política

Justiça Eleitoral adota medidas de segurança e orienta eleitores para o 2º turno

TSE reforça cuidados com locais de votação e endurece regras contra desinformação e impulsionamento irregular.

Por 3 min de leitura

Justiça Eleitoral adota medidas de segurança e orienta eleitores para o 2º turno
Justiça Eleitoral adota medidas de segurança e orienta eleitores para o 2º turno

Aproximando-se o segundo turno das Eleições 2026, marcado para o próximo domingo, 25 de outubro, a Justiça Eleitoral intensificou as orientações aos eleitores e adotou novas diretrizes para garantir a lisura e a segurança do pleito em todo o país. O Tribunal Superior Eleitoral recomendou que os cidadãos consultem antecipadamente seus locais de votação, visto que milhares de seções sofreram alterações estruturais por motivos como reformas, problemas de infraestrutura e impactos climáticos.

Até meados de outubro, foi necessária a mudança de endereço de 4.352 seções eleitorais, o que representa 0,87% do total nacional e pode afetar cerca de 590 mil eleitores. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, solicitou aos tribunais regionais ampla divulgação de eventuais modificações para evitar transtornos. No mesmo sentido, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, orientou que as mudanças sejam avaliadas com rigor, priorizando a segurança, a acessibilidade e o bom funcionamento dos espaços.

Para verificar o local exato onde devem comparecer, os eleitores podem utilizar ferramentas oficiais gratuitas, como o aplicativo e-Título na aba correspondente, o Autoatendimento Eleitoral disponível nos portais da Justiça Eleitoral ou o assistente virtual ChatVote. A conferência prévia é considerada fundamental para evitar deslocamentos desnecessários no dia da votação, especialmente para aqueles que solicitaram transferência temporária.

Enquanto os preparativos logísticos avançam, o cenário político e digital também é alvo de rigorosas determinações. Na esfera das redes sociais e plataformas de tecnologia, o corregedor-geral Ricardo Villas Bôas Cueva determinou recentemente a suspensão do impulsionamento pago de publicações e proibiu figuras públicas de republicarem conteúdos que já haviam sido removidos por ordem judicial, com previsão de multas pecuniárias em caso de descumprimento.

A medida ocorre em meio a debates sobre a moderação de conteúdo eleitoral conduzida por empresas como a Meta. O Conselho de Supervisão da Meta apontou falhas operacionais e cobrou maior transparência da companhia em relação a regras aplicadas a contas políticas no Brasil, citando riscos de remoções indevidas de manifestações legítimas, bem como falhas na fiscalização de publicações que possam comprometer a integridade do processo eleitoral.

Em resposta às demandas judiciais encabeçadas pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, a Meta afirmou que tem cumprido as determinações legais para assegurar tratamento igualitário entre as candidaturas do segundo turno, negando qualquer tipo de negligência. A empresa reconhece que erros pontuais podem ocorrer nos sistemas automatizados e na ferramenta Meta AI, mas reforça o compromisso com as regras estabelecidas pelo TSE.

Nos estados, os preparativos seguem o cronograma planejado. Em Alagoas, por exemplo, o governo estadual instituiu medidas para facilitar o transporte público gratuito aos eleitores entre os dias 23 e 26 de outubro, além de disponibilizar frota de ônibus escolares para atender às demandas operacionais do Tribunal Regional Eleitoral, garantindo que o direito ao voto seja amplamente exercido pela população.

Fontes consultadas

Leia também