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Política

Lula avalia indicação ao STF e enfrenta divergências sobre Jorge Messias

Articuladores do governo aconselham uma escolha segura antes do final de 2026, enquanto o nome de Rodrigo Pacheco ganha força no Senado.

Por 2 min de leitura

Lula avalia indicação ao STF e enfrenta divergências sobre Jorge Messias
Lula avalia indicação ao STF e enfrenta divergências sobre Jorge Messias

Articuladores do governo federal têm recomendado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que realize uma indicação considerada segura para o Supremo Tribunal Federal antes do encerramento de 2026. A movimentação ocorre enquanto o mandatário avalia o preenchimento da vaga deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

Apesar da preferência inicial do presidente da República em insistir no nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, a articulação encontra resistência no Congresso Nacional. Em abril, a indicação de Messias foi rejeitada pelo Senado Federal em uma votação que marcou uma derrota expressiva para o governo no Poder Legislativo.

Diante desse cenário de instabilidade com o nome de Messias, parlamentares aliados e membros do Palácio do Planalto passaram a defender um nome que possua maior aceitação junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e às lideranças da Casa Alta. O favorito desse grupo é o ex-senador e atual ministro do Tribunal de Contas da União, Rodrigo Pacheco.

A urgência na negociação é impulsionada pela proximidade da renovação parlamentar, visto que a oposição, especialmente o Partido Liberal, ampliou sua bancada para a próxima legislatura. Aliados de Pacheco avaliam que sua aprovação na sabatina ocorreria sem grandes óbices no atual momento político, antes da alteração na correlação de forças do Senado.

Paralelamente às discussões sobre a composição do STF, Jorge Messias tem atuado em outras frentes institucionais. Em audiência pública realizada na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal e conduzida pelo ministro Luiz Fux, o advogado-geral da União defendeu a medida provisória que proibiu o funcionamento de plataformas de apostas online no país.

Durante a sessão no tribunal, Messias argumentou que a legalização das chamadas bets não representa uma solução adequada contra a clandestinidade no setor. Ele solicitou a marcação de uma nova audiência pública para ampliar o diálogo com entidades da sociedade civil sobre os impactos do mercado de apostas.

O Palácio do Planalto ainda não bateu o martelo sobre a escolha final para a Corte suprema, devendo amadurecer a decisão após um período de descanso do chefe do Executivo. A definição sobre o indicado ao STF e a articulação de pautas econômicas e de segurança pública figuram entre as prioridades do governo para o restante do ano.

Fontes consultadas

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