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Macron condena violência em protestos na França e promete diálogo

O presidente francês repudiou os atos de vandalismo e os saques ocorridos durante as manifestações contra o custo de vida, mas não apresentou medidas econômicas imediatas.

Por 3 min de leitura

Macron condena violência em protestos na França e promete diálogo
Macron condena violência em protestos na França e promete diálogo

O presidente da França, Emmanuel Macron, condenou neste domingo a onda de violência, saques e incêndios registrada durante os protestos que mobilizaram centenas de milhares de pessoas em diversas cidades do país. Em um pronunciamento em rede nacional realizado após uma reunião de Gabinete no Palácio do Eliseu, o chefe de Estado afirmou que recrudescerá a repressão contra os responsáveis pelos atos de vandalismo e assegurou que buscará restaurar a ordem pública.

A mobilização nacional teve início no sábado, unindo um movimento estudantil que já durava um mês a insatisfações gerais da população contra o aumento do custo de vida e a inflação. Enquanto a maioria dos manifestantes protestou de forma pacífica, os atos foram marcados por confrontos intensos, depredações de lojas, monumentos e ataques a prédios públicos. Balanços oficiais indicam que cerca de 2 mil a 2,4 mil pessoas foram detidas e mais de mil agentes de segurança ficaram feridos.

Durante seu discurso, Macron buscou diferenciar as reivindicações sociais legítimas dos atos destrutivos, apontando que agitadores ligados a pequenos grupos de extrema esquerda e criminosos oportunistas inflaram a violência. "Nada justifica isso. Nada explica isso. Nada desculpa isso", declarou o presidente, acrescentando que todos sentiram raiva e vergonha diante do cenário de destruição visto nas ruas.

Entre os danos mais graves relatados pelas autoridades está o incêndio parcial da prefeitura de Limoges, um prédio histórico do século XIX cujo telhado desabou após um carro da polícia municipal ser incendiado em frente ao local. Além disso, centenas de estabelecimentos comerciais, incluindo lojas de grife e comércios locais, foram saqueados ou tiveram vitrines quebradas em cidades como Paris, Marselha, Bordeaux e Lyon.

Como resposta imediata à crise de segurança, Macron anunciou que prefeitos e autoridades estaduais receberão poderes ampliados para proteger centros urbanos, comércios e edifícios públicos, ganhando autonomia para interditar manifestações consideradas de risco. O mandatário também afirmou que o Judiciário dará uma resposta exemplar e rigorosa na responsabilização penal dos envolvidos, exigindo que os responsáveis arquem com os prejuízos causados.

Apesar de reconhecer o mal-estar social generalizado e a preocupação das famílias francesas com o encarecimento da vida, a guerra no Golfo Pérsico e a crise energética, o presidente não apresentou medidas econômicas concretas ou novos subsídios imediatos. A ausência de anúncios de ajuda financeira ou cortes de impostos gerou forte expectativa e deixou demandas centrais em aberto.

O pronunciamento também abriu margem para críticas da oposição e de organizadores dos protestos, enquanto autoridades relataram novos focos de tensão e confrontos isolados neste domingo em pontos como a Praça da República, em Paris. Macron prometeu realizar encontros futuros com sindicatos, estudantes, empresários e líderes locais para debater soluções para o futuro do país.

Fontes consultadas

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