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Brasil

Médico e estudante de medicina são presos após tiros em casa no TO

Atentado contra a residência de professora universitária em Gurupi mobilizou a polícia e gerou forte repercussão entre entidades acadêmicas e médicas.

Por 2 min de leitura

Médico e estudante de medicina são presos após tiros em casa no TO
Médico e estudante de medicina são presos após tiros em casa no TO

Um médico e um estudante de medicina foram presos em flagrante na madrugada de quarta-feira, em Gurupi, no Tocantins, sob a suspeita de efetuarem disparos de arma de fogo contra a residência de uma professora do curso de medicina. O crime, ocorrido por volta de 1h30, também atingiu uma clínica médica anexa ao imóvel, onde a docente estava acompanhada de seus filhos.

De acordo com as autoridades policiais, a caminhonete utilizada no crime passou em frente à casa e mais de dez disparos foram efetuados, embora registros adicionais apontem que a residência foi atingida por pelo menos 21 tiros. Os disparos causaram danos materiais no portão, no muro, em três veículos estacionados na garagem e na estrutura do estabelecimento de saúde.

Após o levantamento de informações no local, as equipes policiais iniciaram buscas pelos veículos suspeitos e localizaram um deles estacionado nas proximidades de uma boate na cidade. No estabelecimento, dois homens que consumiam bebidas alcoólicas foram abordados, tendo ocorrido resistência física durante a ação policial.

Durante a vistoria do veículo, os agentes apreenderam uma pistola de calibre 9 mm, além de carregador e munições com documentação regular. Embora os suspeitos tenham negado envolvimento durante os depoimentos, funcionários do estabelecimento confirmaram que eles haviam chegado ao local instantes antes da abordagem.

O caso é investigado pela 3ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Gurupi. A perícia técnica esteve na cena do crime, colheu depoimentos de testemunhas e solicitou imagens de câmeras de segurança para esclarecer a dinâmica do atentado.

A Universidade de Gurupi (UnirG) e a Fundação UnirG manifestaram veemente repúdio à violência e informaram a adoção imediata de medidas administrativas para apurar os fatos, assegurando o devido processo legal e prestando apoio integral à professora e a seus familiares.

A Associação dos Professores da UnirG (Apug-SSind) classificou o episódio como um ato de extrema gravidade e colocou sua assessoria jurídica à disposição da docente sindicalizada. O Conselho Regional de Medicina do Tocantins (CRM-TO) também repudiou o ocorrido e declarou que acompanhará o caso para adotar as medidas cabíveis no âmbito ético e legal.

Fontes consultadas

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