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Saúde

Ministério da Saúde intensifica ações contra sarampo e avança em vacinas

Governo federal reforça estratégias de imunização e vigilância epidemiológica diante do avanço de casos da doença nas Américas.

Por 3 min de leitura

Ministério da Saúde intensifica ações contra sarampo e avança em vacinas
Ministério da Saúde intensifica ações contra sarampo e avança em vacinas

Diante do aumento de registros de sarampo nas Américas e nos Estados Unidos, o Ministério da Saúde intensificou as ações de monitoramento, busca ativa e vacinação em território brasileiro. Embora o país permaneça classificado como livre de circulação endêmica do vírus, autoridades de saúde reforçam a necessidade de manter a população imunizada e os índices de cobertura vacinal elevados para evitar a propagação da doença.

Até o mês de outubro de 2026, o Brasil contabilizou dezenas de casos importados da infecção, concentrados principalmente em estados como São Paulo e Amazonas, além de registros no Rio de Janeiro. A maior parte das ocorrências envolve pessoas que não estavam vacinadas. Para conter qualquer possibilidade de transmissão sustentada, equipes de saúde realizaram campanhas de bloqueio vacinal, mobilizações municipais e a aplicação da dose zero em bebês de 6 a 11 meses.

Especialistas apontam que o principal obstáculo dos programas de imunização é o fato de as pessoas se descuidarem quando deixam de sentir o risco iminente das enfermidades. Segundo Renato Kfouri, presidente da Câmara Técnica de Eliminação do Sarampo, o sucesso das vacinas faz com que o público acredite erroneamente que as doenças foram extintas de vez, criando um cenário propício para o retorno de patógenos altamente contagiosos.

A Organização Mundial da Saúde alertou os países da região para reforçarem as medidas preventivas e a vigilância ativa. Nos Estados Unidos, por exemplo, o número de casos anuais atingiu patamares elevados em mais de três décadas, com milhares de mortes registradas e a maioria das vítimas sem histórico de imunização.

Em paralelo ao combate ao sarampo, o país também registra avanços científicos na área de imunizantes. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou os testes clínicos em humanos para a primeira vacina do mundo contra a malária causada pelo Plasmodium vivax, parasita predominante nas Américas e na Ásia. Batizada de Vivaxin, a tecnologia 100% nacional é desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais.

O estudo clínico inicial contará com dezenas de participantes para avaliar a segurança do produto, eventuais reações e a capacidade de gerar resposta imunológica. O Ministério da Saúde prevê investimentos milionários para viabilizar as fases de testes e fortalecer a capacidade do Sistema Único de Saúde no desenvolvimento de tecnologias próprias.

No âmbito da mobilização social, datas recentes como o Dia Nacional de Vacinação foram marcadas por eventos de grande porte em fundações de pesquisa e unidades de saúde em todo o país. As atividades incluíram a atualização de cadernetas de vacinação para o público infantojuvenil e adulto, além de ações educativas voltadas ao combate à desinformação e ao incentivo à ciência.

Fontes consultadas

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