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Brasil

Ministério Público recorre contra soltura de empresário acusado de agressão

Prometendo proteger a vítima, o MPSP aponta que a liberdade do investigado gera risco concreto à sua integridade.

Por 2 min de leitura

Ministério Público recorre contra soltura de empresário acusado de agressão
Ministério Público recorre contra soltura de empresário acusado de agressão

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) recorreu nesta quinta-feira contra a decisão judicial que determinou a soltura do empresário Ivo Kos, de 48 anos. Ele é acusado de agredir e desfigurar o rosto da esposa, a cirurgiã-dentista Giullia Falcão Kos, de 27 anos, em um crime registrado por câmeras de segurança no dia 14 de agosto, no bairro de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista.

A manifestação contrária à soltura foi assinada pelos promotores de Justiça Fabíola Sucasas, Mariana Pieragnoli e Pedro Alonso. O órgão ministerial sustenta que a revogação da prisão preventiva representa perigo real e concreto à integridade da vítima, destacando que a medida busca evitar novos episódios de violência com consequências irreparáveis.

O empresário havia sido preso em flagrante no dia do crime e deixou a Penitenciária de Potim II, no interior do estado, após a concessão da liberdade pela Justiça. Pouco tempo depois de deixar o estabelecimento prisional, o acusado publicou uma foto nas redes sociais ao lado do filho para comemorar a soltura, gerando repercussão.

O relaxamento da prisão preventiva ocorreu em decorrência de um acordo cível firmado entre o agressor e a vítima para a formalização do divórcio. No entanto, para os promotores de Justiça, o acerto na esfera civil não afasta a periculosidade do investigado nem anula a necessidade de manter a custódia cautelar no âmbito criminal.

No decorrer do processo, o Ministério Público apresentou um aditamento à denúncia para incluir também a acusação de crime de tortura, ampliando a gravidade das acusações que pesam contra o réu no Tribunal de Justiça de São Paulo. O recurso interposto pela promotoria agora aguarda reapreciação e análise da instância superior do Judiciário.

Enquanto a defesa de Ivo Kos informou que não vai se manifestar neste momento, o caso segue mobilizando autoridades de segurança e órgãos de proteção à mulher, evidenciando o rigor na aplicação da lei em casos de violência doméstica.

Fontes consultadas

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