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Política

Mossad se une ao Shin Bet para investigar suposta interferência estrangeira

Agência de inteligência estrangeira de Israel auxiliará na apuração de denúncias de financiamento externo nas recentes eleições legislativas.

Por 3 min de leitura

Mossad se une ao Shin Bet para investigar suposta interferência estrangeira
Mossad se une ao Shin Bet para investigar suposta interferência estrangeira

A agência de inteligência estrangeira de Israel, o Mossad, concordou em auxiliar o Shin Bet, serviço de segurança interna, na investigação sobre uma suposta interferência estrangeira nas eleições legislativas do país. A apuração analisa suspeitas de que fundos de fora do território israelense teriam sido transferidos para influenciar figuras políticas e financiar a mobilização de eleitores por meio de diferentes plataformas.

Inicialmente, o Mossad mantinha a posição de que não possuía envolvimento com o caso, mas a instituição cedeu a um pedido do Shin Bet para colaborar em aspectos específicos que envolvem o suposto envolvimento estrangeiro. O inquérito foi aberto após ordens emitidas pelo presidente do Comitê Central de Eleições, o juiz Noam Sohlberg, direcionadas ao chefe do Shin Bet, David Zini, para apurar graves suspeitas de influências indevidas.

Entre as alegações sob análise, figuravam denúncias de que o Catar teria investido recursos financeiros para estimular a participação de eleitores árabes no pleito. O governo catariano negou veementemente as acusações. O porta-voz do Ministério das Foreign Affairs do Catar, Majed al-Ansari, declarou categoricamente nas redes sociais que o país jamais interferiu nas eleições israelenses ou financiou atividades para alterar o resultado das urnas.

A Turquia também foi mencionada em especulações anteriores sobre o financiamento de esforços para impulsionar o voto árabe, mas o Centro de Combate à Desinformação da Turquia classificou tais alegações como completamente infundadas e parte de uma campanha de manipulação da opinião pública. Paralelamente, a polícia israelense preparou a soltura em prisão domiciliar de três ativistas do partido Ra'am após não encontrar provas que conectassem dinheiro apreendido no dia da votação a tentativas de suborno de eleitores.

O cenário político israelense segue indefinido após o término das apurações, com a alta taxa de comparecimento às urnas alcançando 77,9%, o maior índice registrado desde 1999. Os resultados preliminares concederam ao bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu 53 assentos no Parlamento, enquanto a oposição liderada por Gadi Eisenkot obteve 48 vagas, e os partidos árabes conquistaram um recorde de 19 cadeiras, deixando ambos os principais blocos distantes da maioria absoluta necessária de 61 assentos.

Enquanto as negociações para a formação de uma coalizão governamental avançam com previsões para a posse do novo Knesset, o país também lida com tensões geopolíticas externas e com a preparação para possíveis desdobramentos em relação ao Irã. A apuração conduzida conjuntamente pelo Mossad e pelo Shin Bet permanece em andamento para esclarecer a lisura do processo eleitoral israelense.

Fontes consultadas

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