Mossad se une ao Shin Bet para investigar suposta interferência estrangeira
Agência de inteligência estrangeira de Israel auxiliará na apuração de denúncias de financiamento externo nas recentes eleições legislativas.
A agência de inteligência estrangeira de Israel, o Mossad, concordou em auxiliar o Shin Bet, serviço de segurança interna, na investigação sobre uma suposta interferência estrangeira nas eleições legislativas do país. A apuração analisa suspeitas de que fundos de fora do território israelense teriam sido transferidos para influenciar figuras políticas e financiar a mobilização de eleitores por meio de diferentes plataformas.
Inicialmente, o Mossad mantinha a posição de que não possuía envolvimento com o caso, mas a instituição cedeu a um pedido do Shin Bet para colaborar em aspectos específicos que envolvem o suposto envolvimento estrangeiro. O inquérito foi aberto após ordens emitidas pelo presidente do Comitê Central de Eleições, o juiz Noam Sohlberg, direcionadas ao chefe do Shin Bet, David Zini, para apurar graves suspeitas de influências indevidas.
Entre as alegações sob análise, figuravam denúncias de que o Catar teria investido recursos financeiros para estimular a participação de eleitores árabes no pleito. O governo catariano negou veementemente as acusações. O porta-voz do Ministério das Foreign Affairs do Catar, Majed al-Ansari, declarou categoricamente nas redes sociais que o país jamais interferiu nas eleições israelenses ou financiou atividades para alterar o resultado das urnas.
A Turquia também foi mencionada em especulações anteriores sobre o financiamento de esforços para impulsionar o voto árabe, mas o Centro de Combate à Desinformação da Turquia classificou tais alegações como completamente infundadas e parte de uma campanha de manipulação da opinião pública. Paralelamente, a polícia israelense preparou a soltura em prisão domiciliar de três ativistas do partido Ra'am após não encontrar provas que conectassem dinheiro apreendido no dia da votação a tentativas de suborno de eleitores.
O cenário político israelense segue indefinido após o término das apurações, com a alta taxa de comparecimento às urnas alcançando 77,9%, o maior índice registrado desde 1999. Os resultados preliminares concederam ao bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu 53 assentos no Parlamento, enquanto a oposição liderada por Gadi Eisenkot obteve 48 vagas, e os partidos árabes conquistaram um recorde de 19 cadeiras, deixando ambos os principais blocos distantes da maioria absoluta necessária de 61 assentos.
Enquanto as negociações para a formação de uma coalizão governamental avançam com previsões para a posse do novo Knesset, o país também lida com tensões geopolíticas externas e com a preparação para possíveis desdobramentos em relação ao Irã. A apuração conduzida conjuntamente pelo Mossad e pelo Shin Bet permanece em andamento para esclarecer a lisura do processo eleitoral israelense.
Fontes consultadas
- Mossad joins Shin Bet probe into possible election meddling by states beyond Qatar - Türkiye Today turkiyetoday.com
- ഇസ്രായേൽ തിരഞ്ഞെടുപ്പ്: വിദേശത്തുനിന്ന് പണമൊഴുകിയെന്ന ആരോപണം അന്വേഷിക്കാൻ മൊസാദും രംഗത്ത് mathrubhumi.com
- Huckabee to Newsmax: Israel Vote Is 'Really the Beginning' yahoo.com
- Israel prepares for possible Iran war as Trump and Netanyahu reportedly speak ahead of US midterms ynetnews.com
- Israel's election could change its leader, but not its course johnmenadue.com