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Saúde

OMS sugere vacinação contra o HPV para crianças de quatro a oito anos

A medida busca ampliar a cobertura global de imunização contra o papilomavírus humano e combater o câncer do colo do útero.

Por 2 min de leitura

OMS sugere vacinação contra o HPV para crianças de quatro a oito anos
OMS sugere vacinação contra o HPV para crianças de quatro a oito anos

Especialistas da Organização Mundial da Saúde sugeriram que os países considerem a inclusão da vacinação contra o papilomavírus humano para meninas na faixa etária de quatro a oito anos, como estratégia para melhorar a cobertura de imunização no mundo. A recomendação foi divulgada durante a apresentação dos resultados da reunião semestral do Grupo Estratégico Consultivo de Especialistas do organismo internacional.

Apesar de cerca de 165 países já terem introduzido a vacina em suas redes, a cobertura global permanece em 33%, índice considerado muito distante da meta estabelecida de 90%. O HPV é apontado como uma infecção sexualmente transmissível comum e representa a principal causa de câncer do colo do útero, o quinto tumor mais diagnosticado entre as mulheres em todo o planeta.

Em 2024, a OMS registrou centenas de milhares de novos casos e óbitos decorrentes da doença em nível global. O levantamento da entidade também apontou que infecções virais e bacterianas, incluindo o próprio HPV e a bactéria Helicobacter pylori, foram responsáveis por uma fatia significativa dos novos diagnósticos de câncer no mesmo período.

Historicamente, em avaliações anteriores, a organização determinou que uma única dose administrada em meninas de nove a 14 anos conferia proteção semelhante à de duas doses. Com a análise de novos dados, o grupo de especialistas reafirmou que o esquema de dose única nessa faixa etária continua sendo a abordagem mais eficaz para atingir a meta de 90% de cobertura.

Contudo, diante do cenário atual de baixa adesão global, a nova orientação pontua que as nações também podem ponderar a vacinação rotineira de meninas mais novas, entre quatro e oito anos, caso essa estratégia resulte em um aumento efetivo no uso e na abrangência da vacina.

De acordo com a organização de saúde, a maioria das pessoas sexualmente ativas entra em contato com o HPV em algum momento da vida, muitas vezes sem manifestar sintomas. Embora o sistema imunológico consiga eliminar o patógeno de maneira natural na maior parte das situações, infecções persistentes por cepas cancerígenas podem desencadear alterações celulares e evoluir para tumores malignos.

No Brasil, o Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente a vacina contra o papilomavírus humano para o público infantojuvenil a partir dos nove anos de idade, visando prevenir o desenvolvimento de diferentes tipos de câncer e lesões associadas.

Fontes consultadas

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