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Política

Pablo Marçal perde espaço na campanha de Flávio Bolsonaro e enfrenta ações

Influenciador é alvo de processo por declarações religiosas e sofre redução de influência na estratégia eleitoral do segundo turno.

Por 3 min de leitura

Pablo Marçal perde espaço na campanha de Flávio Bolsonaro e enfrenta ações
Pablo Marçal perde espaço na campanha de Flávio Bolsonaro e enfrenta ações

A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) iniciou um movimento para reduzir a influência do influenciador Pablo Marçal na definição de sua estratégia eleitoral para o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão ocorre após divergências sobre o desempenho do senador no debate da Band e declarações consideradas inconvenientes pela equipe, gerando o temor de que a associação com o ex-candidato aumente a rejeição entre eleitores indecisos na reta final da disputa.

O principal indicativo desse afastamento foi a exclusão de Marçal da preparação para o debate da TV Globo. A responsabilidade pelo treinamento passou a ser concentrada no marqueteiro Duda Lima e no núcleo político da campanha, contando com o apoio de aliados como o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos). A reorganização busca substituir a estratégia de confronto direto por uma apresentação mais equilibrada e técnica.

O desgaste na campanha aumentou após um encontro com influenciadores em Barueri, onde Marçal recomendou que os apoiadores evitassem ataques diretos a Lula e ao Supremo Tribunal Federal. Surpreendentemente, o influenciador chegou a elogiar realizações dos governos petistas, afirmando que Lula foi o presidente que mais abriu universidades e tirou pessoas da miséria, além de destacar que os ciclos políticos chegam ao fim naturalmente.

Paralelamente aos rumos da campanha eleitoral, Pablo Marçal enfrenta novos desdobramentos no âmbito judicial. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) manifestou-se favoravelmente ao prosseguimento de uma ação civil pública movida pela Educafro Brasil, que exige uma indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos devido a declarações do empresário consideradas ofensivas a religiões de matriz africana.

A representação do MPSP reconheceu a legitimidade da Educafro e considerou plausíveis os argumentos de que as falas atribuídas a Marçal atingem a honra e a dignidade de praticantes dessas comunidades. A promotoria também destacou a necessidade de analisar medidas urgentes, como a remoção de vídeos que continuam circulando nas redes sociais e ampliam os potenciais danos apontados pelo processo.

A figura de Marçal também apareceu recentemente em mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os registros indicam que o ex-banqueiro solicitou à sua equipe de marketing que abordasse o influenciador de maneira discreta após postagens relacionadas ao Banco Master, evidenciando a ampla repercussão das manifestações do influenciador no cenário político e econômico.

Enquanto isso, nas redes sociais, o influenciador virou alvo de ironias e comemorações por parte de artistas e personalidades públicas após circular uma suposta promessa de que ele deixaria o Brasil caso Lula vença a eleição presidencial de 2026. Até o momento, contudo, não há confirmação independente sobre a veracidade de tal declaração ou planos concretos de mudança por parte de Marçal.

Fontes consultadas

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