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Polícia de Londres arquiva investigação sobre postagem de Sarah Helm

Autoridades britânicas avaliaram que a publicação feita pela jornalista nas redes sociais não atingiu o limite criminal.

Por 2 min de leitura

Polícia de Londres arquiva investigação sobre postagem de Sarah Helm
Polícia de Londres arquiva investigação sobre postagem de Sarah Helm

A Polícia Metropolitana de Londres anunciou que não tomará nenhuma medida legal em relação a uma postagem feita nas redes sociais por Sarah Helm, jornalista e autora casada com o assessor de segurança nacional do primeiro-ministro do Reino Unido. Helm havia sido acusada de expressar apoio ao grupo Palestine Action, que é banido pela legislação britânica de combate ao terrorismo.

A polêmica começou quando Sarah Helm utilizou a plataforma X para responder a comentários do apresentador Adam Boulton. Boulton havia criticado a romancista irlandesa Sally Rooney devido ao apoio da escritora ao Palestine Action e à decisão de retirar seus livros do mercado britânico. Em sua resposta, Helm escreveu que a situação afetava autores que apoiam a Palestina e o grupo, ironizando a repercussão.

Após denúncias feitas por organizações como a Campanha Contra o Antissemitismo, oficiais especializados avaliaram o conteúdo publicado pela jornalista. A corporação policial determinou que a manifestação não constitui crime e que nenhuma ação policial adicional será realizada. O Downing Street distanciou-se das declarações, afirmando por meio de um porta-voz que as opiniões expressas são de uma indivíduo que não representa o governo de nenhuma forma.

O grupo Palestine Action foi proscrito sob a Lei de Terrorismo do Reino Unido em julho de 2025, após protestos ligados ao apoio militar britânico a Israel. A proibição tornou o apoio ou a associação ao grupo um crime passível de penas de até 14 anos de prisão. Dados da Anistia Internacional apontam que mais de 3.500 pessoas foram detidas no país sob suspeita de ligação com a organização desde o banimento.

Enquanto organizações de direitos humanos e autoridades da ONU criticam a medida por considerarem que ela restringe a liberdade de expressão, grupos pró-israelenses defendem a repressão. A situação judicial do banimento tem enfrentado impasses nos tribunais britânicos, com recursos em andamento na Justiça do país para debater os limites legais da proibição e a liberdade de assembleia.

A controvérsia em torno da obra de Sally Rooney também movimentou o mercado editorial. A editora Faber informou que a legislação britânica impede o repasse de ganhos financeiros obtidos no Reino Unido para a autora, visto que ela se comprometeu a destinar os lucros de suas vendas para apoiar o Palestine Action. Como consequência, a editora interrompeu o fornecimento de novas cópias dos livros da autora no mercado britânico.

Fontes consultadas

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