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Economia

Profissões em alta e empregabilidade de recém-formados no país

Novos levantamentos apontam os setores com maior valorização salarial e os cursos superiores com melhores taxas de inserção no mercado de trabalho.

Por 3 min de leitura

Profissões em alta e empregabilidade de recém-formados no país
Profissões em alta e empregabilidade de recém-formados no país

O mercado de trabalho brasileiro tem passado por transformações profundas impulsionadas por exigências regulatórias, avanços tecnológicos e novas demandas corporativas. Estudos recentes mapearam as carreiras que registram maior crescimento salarial e os cursos superiores que garantem as taxas mais expressivas de empregabilidade para recém-formados no país.

De acordo com o Guia Salarial divulgado pela consultoria Michael Page, funções ligadas aos setores de saúde, jurídico, tecnologia, seguros e vendas lideram as altas nas faixas de remuneração em grandes empresas. O levantamento destaca que a disputa por talentos com conhecimentos especializados tem valorizado cargos estratégicos, mesmo daqueles que ainda não ocupam o topo da pirâmide salarial.

Na área jurídica, por exemplo, o especialista técnico na vertente tributária viu sua remuneração disparar até 43%, com ganhos que podem alcançar R$ 35 mil mensais. Esse movimento é atribuído à implementação da reforma tributária, que demanda profissionais capacitados para traduzir as novas regras e calcular impactos financeiros para os negócios.

O setor farmacêutico e de saúde também exibe saltos expressivos. O cargo de gerente de pesquisa e desenvolvimento avançou 62%, com salários de até R$ 50 mil, enquanto a gerência de farmacoeconomia e pricing cresceu 61%. No segmento de tecnologia, a inteligência artificial ganha protagonismo, figurando como requisito essencial para mais de um terço das empresas do setor, acompanhada por especialistas em nuvem e ciência de dados.

Em paralelo ao cenário corporativo, a inserção profissional de estudantes recém-formados mantém índices elevados em carreiras tradicionais. Dados do levantamento IASE indicam que a empregabilidade atinge 95,3% em Medicina, 89,4% em Engenharia e 86% em Negócios e Administração entre os alunos que ingressam no mercado até 15 meses após a conclusão da graduação.

O estudo da ABMES e da Symplicity também aponta disparidades nas médias salariais dos egressos do ensino superior. Enquanto a Medicina lidera com uma média de R$ 11.071, as engenharias, produção e construção aparecem na sequência com R$ 6.639, seguidas pela computação e tecnologias de informação e comunicação, que registram R$ 6.226.

Os dados mostram ainda uma evolução positiva na aderência à formação acadêmica. O percentual de profissionais que atuam na mesma área em que se formaram subiu para 67,6%, demonstrando maior alinhamento entre a escolha do curso superior e a realidade encontrada no mercado de trabalho brasileiro.

Para especialistas, o mapeamento detalhado da renda e da empregabilidade por setor serve como ferramenta estratégica para que instituições de ensino e profissionais direcionem suas trajetórias de forma mais assertiva diante das exigências econômicas atuais.

Fontes consultadas

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