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Ciência

Projeto inovador utiliza enxames de drones para combate a incêndios na serra

Iniciativa tecnológica com investimento de 9,8 milhões de euros visa reforçar a prevenção e a gestão florestal na serra do Marão.

Por 2 min de leitura

Projeto inovador utiliza enxames de drones para combate a incêndios na serra
Projeto inovador utiliza enxames de drones para combate a incêndios na serra

Um novo projeto voltado para a prevenção e o combate inicial a incêndios florestais, batizado de Fire Resist, será testado na serra do Marão e apresentado oficialmente em Lisboa. A iniciativa, que conta com um investimento total de 9,8 milhões de euros, aposta no uso de inteligência artificial, sensores inteligentes e enxames de drones para proteger a região e promover uma gestão mais sustentável da floresta.

Promovido por um consórcio de oito entidades liderado pela Drivetel, empresa pertencente ao Greengray Group, o projeto tem como área piloto cerca de 6.000 hectares de baldios localizados na serra do Marão. Entre as instituições parceiras estão a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o laboratório colaborativo CoLAB ForestWISE, o centro de investigação Fraunhofer Portugal AWAM e diversas empresas do setor tecnológico e industrial.

A metodologia do projeto divide-se em quatro etapas principais, começando pela deteção precoce de focos de incêndio através de torres de vigilância e sensores avançados. Os dados recolhidos são analisados por algoritmos de inteligência artificial capazes de diferenciar o início de um fogo real de outros fatores naturais, como nevoeiros ou névoas densas.

Após a identificação e a emissão de alertas imediatos para a Proteção Civil e os bombeiros, um enxame de drones autônomos guiados por GPS pode ser acionado. Cada equipamento possui capacidade para transportar até 50 quilos de líquido retardante, permitindo uma intervenção rápida para conter as chamas ainda na sua fase inicial.

Além do uso de aeronaves não tripuladas, o projeto prevê a implementação de soluções avançadas de monitorização territorial, como modelos preditivos, gémeos digitais da floresta e sensores multiespectrais com tecnologia LiDAR. O plano também contempla o manejo de combustíveis florestais por meio de rebanhos e pastagens, a criação de charcas para retenção de água e a valorização energética de resíduos de biomassa.

Todas as informações coletadas pelas diferentes frentes tecnológicas serão integradas em uma plataforma digital unificada de apoio à gestão florestal, fundamentando decisões mais ágeis e assertivas. A apresentação do projeto em Lisboa contará com a presença do ministro da Agricultura e Mar e envolverá a assinatura de novos protocolos de colaboração entre os setores público e privado.

Fontes consultadas

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