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Tecnologia

Robôs humanoides impulsionam nova onda tecnológica nas montadoras chinesas

Fabricantes de veículos na China intensificam investimentos e desenvolvimento de robôs autônomos para uso doméstico, industrial e em concessionárias.

Por 2 min de leitura

Robôs humanoides impulsionam nova onda tecnológica nas montadoras chinesas
Robôs humanoides impulsionam nova onda tecnológica nas montadoras chinesas

O mercado global de robôs humanoides tem registrado um crescimento expressivo, impulsionado principalmente pela atuação de empresas chinesas. A estratégia nacional envolve a incorporação de robótica e inteligência artificial não apenas em laboratórios, mas também por meio de montadoras de veículos que utilizam sua experiência industrial e cadeias de suprimentos consolidadas para desenvolver novas máquinas autônomas.

Entre os exemplos recentes está a Chery, que apresentou o Mobo, um robô humanoide voltado para o ambiente doméstico. Com cerca de 90 centímetros de altura e 18 quilos, o equipamento utiliza o sistema de inteligência artificial MoAgent para compreender instruções complexas, conversar e auxiliar nas tarefas do dia a dia. A empresa também desenvolveu o Mornine para atuar em concessionárias e fábricas.

Outras montadoras do país seguem o mesmo caminho. A XPeng colocou em operação uma linha de produção específica para o seu humanoide IRON, com planos de fabricação em larga escala. A BYD planeja integrar robôs humanoides em sua rede de concessionárias, enquanto a Xiaomi testa protótipos em suas linhas de montagem de carros elétricos. O grupo GAC também desenvolveu modelos próprios para assistência logística e fabril.

Especialistas apontam que a transição de montadoras para o setor de robótica faz sentido devido à semelhança tecnológica entre os veículos inteligentes e os robôs móveis. Elementos como percepção espacial, sistemas de controle, atuadores, software e cadeias de suprimentos compartilhadas permitem que grande parte da base tecnológica automotiva seja aplicada no desenvolvimento dos humanoides.

Dados recentes do setor indicam que a China lidera a fabricação e a exportação global de robôs humanoides, respondendo pela grande maioria das remessas internacionais enviadas no primeiro semestre. Empresas como Agibot e Unitree destacam-se no volume de entregas e na engenharia de custos, beneficiando-se de um ecossistema industrial verticalizado e de forte apoio estatal.

Apesar da forte dianteira asiática na fabricação em massa e no controle de custos, concorrentes ocidentais continuam disputando o setor no desenvolvimento de sistemas avançados de inteligência artificial e em testes de campo industriais. Enquanto o mercado global projeta metas ambiciosas de expansão até o final da década, a competição internacional foca na integração mais rápida entre tecnologia, engenharia e aplicações práticas no mundo real.

Fontes consultadas

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