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Rússia reivindica controle de Dobropillia enquanto ataques a civis aumentam na Ucrânia

Ministério da Defesa russo afirma ter capturado cidade no leste ucraniano, enquanto Kiev reporta escalada de bombardeios contra áreas urbanas e transporte público.

Por 3 min de leitura

Rússia reivindica controle de Dobropillia enquanto ataques a civis aumentam na Ucrânia
Rússia reivindica controle de Dobropillia enquanto ataques a civis aumentam na Ucrânia

O ministro da Defesa da Rússia, Andrei Belousov, declarou nesta sexta-feira que as forças de Moscou estabeleceram controle sobre a cidade de Dobropillia, localizada na região de Donetsk, no leste da Ucrânia. Segundo o governo russo, a ofensiva também resultou na captura dos vilarejos de Oleksiievo-Druzhkivka, também em Donetsk, e Velykomykhaylivka, na região de Dnipropetrovsk. Até o momento, as autoridades ucranianas não confirmaram a perda de Dobropillia, embora tenham admitido que as tropas russas intensificaram suas tentativas de avanço nas proximidades da localidade.

A situação no leste ucraniano permanece crítica, com a região de Donetsk sendo o foco principal das investidas russas. Enquanto Moscou alega progresso territorial, o governo de Volodymyr Zelensky relata que as tropas invasoras têm sofrido baixas significativas nos arredores de Dobropillia. A cidade, estrategicamente situada a sudoeste dos centros de Kramatorsk e Sloviansk, tem sido alvo constante de ataques, integrando o chamado "cinturão de fortalezas" que as forças de defesa ucranianas tentam manter sob seu controle.

Paralelamente aos avanços territoriais, a Ucrânia enfrenta uma onda severa de bombardeios contra infraestruturas civis. Em Kramatorsk, um ataque aéreo utilizando uma bomba de precisão atingiu dois ônibus urbanos em um ponto de parada, resultando na morte de pelo menos 33 pessoas e deixando dezenas de feridos. O governador regional de Donetsk, Vadym Filashkin, classificou a ação como um ataque deliberado contra a população civil, afirmando que "para eles, um ônibus com passageiros é um alvo atraente justamente porque um único ataque pode matar o maior número possível de pessoas".

Diante do agravamento da violência contra civis, as autoridades locais em Kramatorsk e Sloviansk decidiram suspender o transporte público por tempo indeterminado. A medida visa proteger a vida dos cidadãos, uma vez que a região tem sido alvo frequente de bombas planadoras e drones. A prefeitura de Kramatorsk descreveu a ofensiva como um crime horrendo, ressaltando que os locais atingidos não possuíam qualquer finalidade militar.

A escalada dos ataques russos estende-se por todo o território ucraniano. Relatos recentes indicam bombardeios em Sumy, Kiev, Zaporíjia e Odessa, resultando em múltiplas fatalidades, incluindo crianças. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que, apenas na última semana, a Rússia lançou mais de 2.200 drones de ataque, além de centenas de bombas aéreas e mísseis balísticos contra escolas, creches e áreas residenciais. O líder ucraniano reiterou que o país necessita de apoio prático e novos pacotes de defesa para conter a ofensiva.

A Rússia, por sua vez, mantém a postura de que não alveja civis, apesar das evidências apresentadas pelas autoridades ucranianas e das imagens de destruição em áreas urbanas. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, declarou recentemente na ONU que Moscou pretende continuar sua campanha militar independentemente das circunstâncias. Enquanto o Kremlin busca consolidar o controle sobre o Donbass, a Ucrânia enfrenta um cenário de crescente pressão militar e humanitária, com alertas de sirenes constantes em diversas cidades do país.

Fontes consultadas

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