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Saúde

Secretaria do Rio de Janeiro monitora alta de casos de Mpox em 2026

Estado registra 211 confirmações da doença viral até o início de novembro, superando o total acumulado ao longo de todo o ano anterior.

Por 3 min de leitura

Secretaria do Rio de Janeiro monitora alta de casos de Mpox em 2026
Secretaria do Rio de Janeiro monitora alta de casos de Mpox em 2026

O estado do Rio de Janeiro registrou 211 casos confirmados de Mpox até o dia 1 de novembro de 2026, conforme dados divulgados pelo Centro de Estratégias e Resposta de Vigilância em Saúde. O volume de diagnósticos positivos já supera em 77% o total contabilizado em todo o ano anterior, quando a Secretaria de Estado de Saúde contabilizou 119 ocorrências da doença viral no território fluminense.

Apesar do avanço nos registros, a pasta estadual de saúde informou por meio de nota oficial que acompanha de perto a evolução do cenário epidemiológico. No entanto, questionada por autoridades e imprensa sobre as causas determinantes para o crescimento expressivo das infecções, a secretaria não apresentou hipóteses específicas, enquanto mantém outras 119 ocorrências suspeitas sob investigação.

Na capital fluminense, o impacto do vírus também se reflete de maneira expressiva nos índices recentes. De acordo com o observatório epidemiológico do município, a cidade contabilizou 74 novas infecções apenas nos últimos dois meses, um salto considerável em comparação com o mesmo período do ano passado, quando apenas dez casos haviam sido confirmados na região metropolitana.

Diante do cenário, autoridades públicas têm se manifestado sobre a necessidade de vigilância constante. O deputado federal Daniel Soranz utilizou uma rede social para pedir atenção ao diagnóstico precoce, destacando que a situação atual exige cautela, mas não motivos para pânico, lembrando que o país já enfrentou períodos mais críticos da enfermidade.

Transmitida principalmente por meio do contato direto e prolongado com lesões de pele ou mucosas de pessoas infectadas, a Mpox também pode ser propagada por gotículas respiratórias em interações próximas e pelo compartilhamento de objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas. Os sintomas iniciais costumam surgir entre três e vinte e um dias após a exposição ao vírus.

Entre os principais sinais clínicos relatados por profissionais de saúde estão febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares nas costas, calafrios, fadiga extrema e o inchaço dos gânglios linfáticos. Dias após o início da febre, os pacientes desenvolvem lesões cutâneas que evoluem de manchas para bolhas e, posteriormente, formam crostas antes da cicatrização completa.

Para conter a disseminação do vírus, a Secretaria Estadual de Saúde reforça recomendações essenciais de prevenção, como evitar o toque direto em lesões suspeitas, abster-se de relações sexuais ou contato íntimo na vigência de sintomas e não compartilhar utensílios e roupas pessoais. Indivíduos que apresentem sinais clínicos devem buscar atendimento médico imediato e cumprir o isolamento recomendado.

O Sistema Único de Saúde disponibiliza a vacinação contra a Mpox direcionada a grupos específicos de risco, que incluem profissionais de laboratório atuantes com o patógeno, pessoas que vivem com HIV em condições de imunossupressão e indivíduos que tiveram contato direto de médio ou alto risco com casos confirmados ou sob suspeita, mediante avaliação rigorosa da vigilância sanitária.

Fontes consultadas

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