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Economia

Setor bancário brasileiro registra lucro de R$ 22,6 bilhões no terceiro trimestre

Resultado consolidado de Itaú, Bradesco e Santander aponta crescimento de 2,4% em relação ao mesmo período de 2025.

Por 3 min de leitura

Setor bancário brasileiro registra lucro de R$ 22,6 bilhões no terceiro trimestre
Setor bancário brasileiro registra lucro de R$ 22,6 bilhões no terceiro trimestre

Os três maiores bancos privados do Brasil — Itaú Unibanco, Bradesco e Santander — alcançaram um lucro líquido combinado de R$ 22,61 bilhões no terceiro trimestre de 2026. O montante, que ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro, representa uma alta de 2,4% na comparação anual e um avanço de 0,6% frente ao trimestre imediatamente anterior.

O cenário macroeconômico, marcado pela persistência de taxas de juros elevadas, continua a ser o principal desafio para as instituições financeiras. A renda das famílias e o caixa das empresas seguem pressionados, o que tem dificultado a manutenção dos pagamentos de crédito em dia e elevado os índices de inadimplência no setor bancário.

O Itaú Unibanco destacou-se como o mais resiliente do grupo, mantendo uma gestão de risco disciplinada que prioriza linhas de crédito consideradas mais seguras. O banco apresentou um lucro líquido de R$ 12,617 bilhões e um retorno sobre o patrimônio (RoE) de 23,6%, o maior entre os três bancos analisados.

Em contrapartida, o Santander Brasil enfrentou um trimestre mais difícil, com o lucro líquido recuando 28% na comparação anual, totalizando R$ 2,9 bilhões. O retorno sobre o patrimônio da instituição ficou em 11,9%, patamar que o presidente do banco, Gilson Finkelsztain, classificou como abaixo das metas estabelecidas pela matriz espanhola, atribuindo o resultado ao cenário macroeconômico e ao processo de rebalanceamento da carteira.

O Bradesco, por sua vez, registrou lucro de R$ 7,1 bilhões, mantendo uma trajetória de crescimento sequencial pelo 11º trimestre consecutivo. Apesar da evolução na recuperação estrutural, o banco sentiu o impacto do ambiente econômico restritivo, que retardou a melhora da rentabilidade. O presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, ressaltou a necessidade de cautela diante do atual nível de endividamento dos clientes.

Analistas do mercado financeiro apontam que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adiciona uma camada de complexidade às perspectivas futuras. A ausência de sinais claros sobre um ajuste fiscal significativo pode manter a taxa Selic em patamares elevados por mais tempo, o que, segundo especialistas do Citi, aumenta a atratividade de negócios bancários focados em lucros previsíveis e forte geração de caixa no curto prazo.

A temporada de balanços do terceiro trimestre de 2026 reforça a disparidade entre as estratégias adotadas pelas instituições. Enquanto o setor lida com a pressão da inadimplência, a capacidade de adaptação à política monetária e a eficiência na gestão de custos tornaram-se os diferenciais competitivos para garantir a sustentabilidade do lucro nos próximos períodos.

Fontes consultadas

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