Sustentabilidade e reaproveitamento ganham espaço em negócios e lares
Iniciativas de economia circular e práticas ESG fortalecem pequenos empreendimentos e inspiram tendências de arquitetura e design de interiores.
A sustentabilidade prática e o reaproveitamento de materiais vêm ganhando relevância em diferentes setores da economia e na arquitetura de residências no Brasil. Enquanto pequenos negócios encontram em práticas ambientais e sociais diferenciais de mercado, o design de interiores resgata elementos tradicionais baseados na reutilização de recursos.
Segundo dados do Panorama das Empresas Verdes do Sebrae de 2025, os pequenos negócios representam 95,8% das quase 1,77 milhão de empresas verdes mercantis ativas no país. O levantamento aponta que o setor de serviços lidera essa participação com 45,9% do total, seguido pelo comércio com 40,2%. A gestora Ana Caroline Ribeiro Mangia destaca que a cultura ESG gera eficiência e vantagem competitiva, desmistificando a ideia de que sustentabilidade serve apenas para elevar custos operacionais.
No Distrito Federal, o casal Giovana Navarro de Almeida e Aurelino de Almeida Sampaio gerencia a queijaria artesanal Cabríssima aplicando conceitos rigorosos de preservação, como energia solar, irrigação por gotejamento e destinação correta do soro dos queijos. Na Paraíba, Maria Dalvani de Oliveira adotou ações como captação de água da chuva e substituição de copos descartáveis na Keyppy Dedetizações após utilizar plataformas de diagnóstico do Sebrae.
O modelo de comercialização coletiva também se destaca no interior paulista com a iniciativa Casa Sustentável, criada por Isa Perinotto. A proposta oferece vitrines permanentes em shopping centers de Rio Claro e Limeira para artesãos que transformam materiais descartados, como portas e janelas, em móveis e objetos de decoração, promovendo a economia circular e ampliando a geração de renda local.
No segmento de arquitetura e decoração, o reaproveitamento histórico reaparece em evidência com o retorno do clássico piso de caquinhos brasileiro. Nascido entre as décadas de 1940 e 1950 no ABC Paulista a partir do uso de fragmentos cerâmicos descartados por indústrias, o revestimento volta a ser utilizado em cozinhas, varandas, lavabos e salas para adicionar personalidade, cor e memória afetiva aos ambientes contemporâneos.
A busca por estética descomplicada e soluções acolhedoras também orienta projetos residenciais pelo país, como um apartamento de 250 metros quadrados em Caxias do Sul assinado pelo Greppa Interiores, que prioriza o uso de madeira, pedras e fibras naturais para proporcionar tranquilidade aos moradores diante de rotinas aceleradas.
Fontes consultadas
- Como pequenos negócios podem crescer e se diferenciar por meio da sustentabilidade | G1 g1.globo.com
- Casa Sustentável leva artesãos aos shoppings e amplia geração de renda no interior paulista brasil247.com
- Materiais naturais dão o tom de apartamento minimalista casavogue.globo.com
- Alagev prepara Lacte 22 com novo conceito e amplia presença pelo Brasil brasilturis.com.br
- Piso de caquinhos está de volta: 7 lugares para usar o clássico brasileiro em casa terra.com.br