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Saúde

Vírus do Nilo Ocidental atinge recorde histórico de mortes na Europa em 2026

Autoridades europeias apontam que o número de infecções em humanos e surtos em animais superou todas as marcas anteriores registradas na última década.

Por 2 min de leitura

Vírus do Nilo Ocidental atinge recorde histórico de mortes na Europa em 2026
Vírus do Nilo Ocidental atinge recorde histórico de mortes na Europa em 2026

A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos e o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças divulgaram nesta quinta-feira (15) que a Europa contabilizou 141 mortes e 1.855 casos de infecção pelo vírus do Nilo Ocidental desde o início de 2026. Os dados, consolidados até o começo de outubro, revelam um cenário inédito de propagação da doença transmitida por mosquitos em 18 países do continente.

Segundo Giusi Amore, autoridade científica da unidade de Riscos Biológicos e Saúde e Bem-estar Animal da agência europeia, o patógeno alcançou patamares sem precedentes. Em declaração à agência Reuters, a especialista destacou que tanto a quantidade de ocorrências em humanos quanto os surtos identificados em animais superaram todos os recordes históricos da região.

O avanço da epidemia ficou evidente com o acréscimo de 769 novos diagnósticos confirmados em humanos desde o boletim anterior, publicado em setembro. Apenas na região da União Europeia e do Espaço Econômico Europeu, o total de 1.715 notificações ficou muito acima da média histórica de 693 casos registrada nos últimos dez anos.

Entre as nações afetadas, a Itália permanece na liderança do ranking continental, acumulando 748 casos da doença. Enquanto isso, a Grécia e a França enfrentam as piores crises sanitárias de suas histórias em relação ao vírus, contabilizando respectivamente 445 e 144 infecções humanas ao longo do período analisado.

Além do impacto direto na população humana, o vírus também atingiu a fauna local. Quinze países europeus notificaram 511 surtos da infecção em animais da família dos equídeos, além de outros 595 surtos registrados entre populações de aves.

Embora a temporada de transmissão ativa do vetor esteja se aproximando do encerramento, órgãos de saúde alertam que a circulação do vírus em níveis reduzidos ainda pode persistir nas próximas semanas, mantendo a necessidade de monitoramento contínuo até que o risco de novos contatos seja considerado residual.

Fontes consultadas

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