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Economia

Ações da Raízen estreiam com o código RAIZ55 na B3 e fecham em queda

Mudança no ticker substitui o antigo RAIZ4 e altera fator de cotação em meio a plano de reorganização financeira.

Por 2 min de leitura

Ações da Raízen estreiam com o código RAIZ55 na B3 e fecham em queda
Ações da Raízen estreiam com o código RAIZ55 na B3 e fecham em queda

As ações preferenciais da Raízen passaram a ser negociadas na B3 com o novo código RAIZ55, em substituição ao antigo RAIZ4, em uma mudança que entrou em vigor em uma terça-feira. A alteração ocorreu de forma automática para os investidores, mantendo a quantidade de papéis em carteira, mas foi acompanhada por forte volatilidade e queda expressiva no pregão da bolsa de valores brasileira.

Durante a sessão, os papéis registraram momentos de intensa baixa, chegando a superar uma desvalorização de 26% pela manhã e levando os ativos a leilão. No encerramento do pregão, o recuo ficou em 9,7%, com a cotação situando-se em R$ 27,10, refletindo o cenário de cautela do mercado em relação ao momento financeiro enfrentado pela companhia.

A principal modificação operacional trazida pela transição é o fator de cotação, que passou de uma unidade para lotes de 100 ações. Com essa alteração, o preço exibido nas plataformas das corretoras passou a refletir o conjunto de cem papéis e não mais o valor individual, o que exige atenção dos acionistas na leitura dos valores e na comparação com o histórico anterior.

Em comunicados oficiais divulgados ao mercado, a empresa ressaltou que a modificação do código e do fator de cotação não altera o patrimônio dos investidores, os direitos associados aos papéis ou a quantidade de ativos detidos. Negociações em quantidades inferiores a 100 unidades continuam permitidas de forma normal por meio do mercado fracionário da B3.

A estreia do RAIZ55 acontece em um momento decisivo para a reestruturação da companhia, que avança na implementação de seu plano de recuperação extrajudicial homologado pela Justiça. A reorganização societária e financeira prevê medidas complexas, incluindo um substancial aumento de capital que pode alcançar até R$ 39,8 bilhões, além da conversão de parte das dívidas da empresa em participação acionária.

O cronograma da reestruturação estabelece marcos importantes para os acionistas, como a definição de datas para o exercício do direito de preferência na subscrição de novas ações e a expectativa de conclusão da conversão de créditos por parte dos credores. A condução dessas etapas e a evolução do plano de recuperação continuam a ser os principais fatores monitorados pelo mercado para o futuro dos papéis na bolsa.

Fontes consultadas

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