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Brasil

Câmera oculta em banheiro de colégio no Paraná gera revolta e inquérito

Estudantes do Colégio Estadual Cívico-Militar Érico Veríssimo descobriram um dispositivo de monitoramento no banheiro feminino e protestaram por violação de privacidade.

Por 3 min de leitura

Câmera oculta em banheiro de colégio no Paraná gera revolta e inquérito
Câmera oculta em banheiro de colégio no Paraná gera revolta e inquérito

Uma aluna do Colégio Estadual Cívico-Militar Érico Veríssimo, localizado no município de Cambé, no norte do Paraná, descobriu uma câmera instalada no banheiro feminino da instituição na última segunda-feira. O achado gerou forte preocupação entre as estudantes e motivou um protesto em frente à escola no dia seguinte, enquanto autoridades iniciaram apurações sobre o caso.

A descoberta ocorreu quando uma estudante notou uma luz vermelha acesa por trás de uma cobertura plástica na parede do ambiente. Embora o equipamento estivesse instalado havia cerca de três anos sob a justificativa de funcionar como um sensor de fumaça para coibir o tabagismo no local, registros fotográficos feitos por outro aluno revelaram que o painel de monitoramento exibia imagens das cabines e dos espelhos do banheiro.

Em relatos públicos, as alunas manifestaram revolta com a situação e afirmaram que utilizavam o espaço comum para trocar de roupa antes de sessões de fotografia, desconhecendo a presença de lentes ativas. Uma estudante declarou ter se sentido profundamente invadida pela possibilidade de exposição de seus corpos, ressaltando o temor gerado pelo fato de que as imagens eram acompanhadas por monitores na sala dos militares.

A direção do colégio emitiu uma nota oficial para esclarecer o ocorrido às famílias, na qual confirmou a presença dos equipamentos, mas negou veementemente que houvesse captação de imagens no interior das cabines privativas. De acordo com a administração escolar, as lentes estariam direcionadas estritamente às portas de entrada dos banheiros masculino e feminino com o único propósito de reforçar a segurança e o controle de acesso.

A instituição também informou que um aluno teria ingressado sem autorização na sala de monitoramento para acessar o computador da equipe, e que as circunstâncias dessa invasão digital, assim como a posterior divulgação das imagens, serão investigadas administrativamente. No mesmo comunicado, a direção classificou a remoção forçada dos aparelhos por parte de manifestantes como ato de vandalismo.

Por sua vez, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) comunicou que os equipamentos foram imediatamente retirados pelas equipes responsáveis e assegurou que não existem arquivos ou imagens armazenadas decorrentes do monitoramento. O Núcleo Regional de Educação de Londrina foi acionado para prestar orientações e acompanhar de perto os desdobramentos na unidade de ensino.

Diante da gravidade da denúncia e da repercussão do caso entre a comunidade escolar e a sociedade paranaense, a Polícia Civil do Paraná instaurou um inquérito policial próprio para apurar as responsabilidades criminais, esclarecer a real finalidade da instalação e verificar se houve violação de privacidade das alunas ao longo do período em que os aparelhos permaneceram ativados.

Fontes consultadas

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