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EUA enviam drones militares para Colômbia e Equador

Aeronaves MQ-9 Reaper foram transferidas da África para fortalecer operações contra o narcotráfico na América do Sul.

Por 2 min de leitura

EUA enviam drones militares para Colômbia e Equador
EUA enviam drones militares para Colômbia e Equador

O governo dos Estados Unidos iniciou a transferência de drones militares do modelo MQ-9 Reaper para a Colômbia e o Equador no último mês. A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times com base em relatos de funcionários americanos e ocorre no contexto de ampliação das operações de segurança e combate ao narcotráfico na América do Sul.

A movimentação integra a estratégia do governo de Donald Trump para expandir a cooperação e a presença militar em países latino-americanos aliados. A iniciativa engloba o compartilhamento de inteligência e o desenvolvimento de ações conjuntas contra organizações criminosas e cartéis da região.

A quantidade total de aeronaves enviadas aos territórios sul-americanos ainda não foi oficialmente detalhada pelas autoridades americanas. No entanto, o ministro da Defesa do Equador, Gian Carlo Loffredo, confirmou que duas unidades já se encontram em operação no espaço aéreo equatoriano.

No caso colombiano, autoridades locais informaram que o governo aceitou receber três unidades do equipamento e avalia a possibilidade de adquirir uma quarta aeronave. O Comando Sul dos Estados Unidos, responsável pela supervisão regional, absteve-se de comentar a respeito da movimentação.

O deslocamento dos equipamentos representa uma mudança na distribuição dos recursos militares de Washington, que anteriormente utilizava os mesmos drones em missões contra grupos extremistas na África, como o Estado Islâmico e o al-Shabab. O plano de transferir parte da frota havia sido antecipado pela emissora CNN em setembro.

Conhecido popularmente entre os militares como caçador-assassino, o MQ-9 Reaper é um avião não tripulado de grande porte controlado remotamente por equipes posicionadas em estações terrestres. O modelo é projetado para missões prolongadas de vigilância, reconhecimento e coleta de dados detalhados.

Além das capacidades de monitoramento por meio de câmeras e sensores de alta precisão, a aeronave pode transportar armamentos como mísseis e bombas guiadas para ataques direcionados. Entre os episódios históricos de maior repercussão envolvendo o modelo está a operação de 2020 que resultou na morte do general iraniano Qassim Suleimani.

Tanto a Colômbia quanto o Equador fazem parte do Escudo das Américas, uma coalizão voltada para o combate ao crime organizado que já reúne dezenas de países. Os governos de ambas as nações concordaram em permitir o estacionamento de tropas norte-americanas em solo nacional para apoiar as novas frentes de atuação no hemisfério ocidental.

Fontes consultadas

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