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Política

Flávio Bolsonaro protocola notícia-crime contra diretor-geral da PF

A defesa do senador alega uso indevido da estrutura da Polícia Federal para beneficiar o presidente Lula durante o primeiro turno das eleições.

Por 2 min de leitura

Flávio Bolsonaro protocola notícia-crime contra diretor-geral da PF
Flávio Bolsonaro protocola notícia-crime contra diretor-geral da PF

A equipe jurídica do senador e candidato do Partido Liberal à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, protocolou uma notícia-crime na Justiça Eleitoral contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A petição acusa o dirigente de utilizar a estrutura pública para favorecer o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva no pleito eleitoral.

O centro da denúncia é uma entrevista coletiva concedida por Rodrigues em 4 de outubro, data que marcou o primeiro turno das eleições. Na ocasião, o diretor-geral anunciou o início de uma apuração preliminar sobre uma suposta interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro.

A defesa de Flávio Bolsonaro sustenta que a divulgação da suspeita, embora tratada de forma preliminar, teve o potencial de influenciar o eleitorado em favor da campanha de reeleição de Lula. Para os advogados, a insinuação era direcionada de maneira velada à campanha do candidato liberal.

O caso teve como ponto de partida uma reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian em 30 de setembro. A matéria tratava de uma suposta destinação de um milhão de dólares pelo governo dos Estados Unidos para um programa voltado ao combate à censura e ao lawfare no Brasil, ressaltando que os recursos ainda estavam em fase de discussão.

Em decorrência disso, o advogado-geral da União, Jorge Messias, encaminhou comunicações à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal no dia 1 de outubro para que o tema fosse investigado. Três dias depois, o diretor-geral da PF confirmou a abertura do procedimento preliminar.

No entanto, a equipe jurídica do senador aponta que tanto o inquérito conduzido pela Polícia Federal quanto o expediente recebido pela Procuradoria-Geral da República foram arquivados em 7 de outubro por falta de justa causa. Com base nisso, a defesa argumenta que a publicidade dada ao caso no dia da votação configurou uso político da instituição.

Diante dos fatos, o pedido protocolado exige a instauração de um procedimento investigatório, o encaminhamento dos autos ao Ministério Público Eleitoral e a obtenção de documentos junto à Advocacia-Geral da União, à Procuradoria-Geral da República e à própria Polícia Federal. Os representantes de Flávio Bolsonaro também solicitaram a gravação integral da entrevista coletiva que motivou a representação.

Fontes consultadas

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