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Saúde

Grávida sofre três AVCs e recebe diagnóstico de doença rara

Molly Poenitzsch passou por uma cesárea de emergência no Texas após apresentar sintomas graves durante a gestação de 35 semanas.

Por 3 min de leitura

Grávida sofre três AVCs e recebe diagnóstico de doença rara
Grávida sofre três AVCs e recebe diagnóstico de doença rara

A norte-americana Molly Poenitzsch, de 39 anos, enfrentou uma série de complicações médicas graves enquanto estava grávida de 35 semanas de seu terceiro filho, no Texas, Estados Unidos. Ela sofreu três acidentes vasculares cerebrais (AVCs) durante o período e precisou ser submetida a uma cesárea de emergência para o nascimento de sua filha, Rose, após passar 16 dias internada na unidade de terapia intensiva neurológica do Memorial Hermann, no Texas Medical Center.

Os problemas de saúde de Molly, no entanto, começaram muito antes da gestação. Desde a infância, ela lidava com episódios de dores de cabeça intensas, acompanhadas de vômitos, que podiam durar o dia inteiro. Aos 7 anos, chegou a sofrer uma convulsão e, anos mais tarde, por volta dos 14 ou 15 anos, perdeu de forma repentina a capacidade de falar enquanto conversava ao telefone. Hoje, ela acredita que esse episódio na adolescência tenha sido um ataque isquêmico transitório, conhecido popularmente como mini-AVC.

Durante a gravidez atual, os sintomas retornaram com intensidade. Enquanto estava em casa sob os cuidados do marido, James, que dava banho nos outros dois filhos do casal, Archer e Leo, Molly sentiu dores fortes e começou a vomitar. Ao notar que a esposa apresentava dificuldades para formar frases e responder adequadamente às indagações, James agiu prontamente e acionou o serviço de emergência médica.

A internação hospitalar foi marcada por desafios adicionais, incluindo a separação temporária entre a mãe e a recém-nascida. Durante quase uma semana, Molly só conseguia ver a bebê Rose em breves momentos do dia, quando uma enfermeira a levava até o quarto. A equipe do hospital buscou amenizar o impacto emocional ao decorar o ambiente para celebrar a chegada da criança.

Foi durante esse período crítico de internação que os médicos identificaram a causa por trás dos sintomas que a acompanhavam havia décadas. Molly recebeu o diagnóstico da doença de Moyamoya, uma condição médica rara que provoca o estreitamento ou o bloqueio das principais artérias encarregadas de irrigar o cérebro com sangue.

Para tentar compensar a deficiência no fluxo sanguíneo, o organismo desenvolve pequenos vasos alternativos, que acabam sendo bastante frágeis e propensos a rompimentos, resultando em hemorragias cerebrais, além de desencadear dores de cabeça, convulsões e AVCs. A enfermidade, cujas causas exatas ainda não são totalmente compreendidas pela medicina, pode ter origem genética e ocorre com maior frequência em mulheres e pessoas de ascendência asiática, segundo informações da Mayo Clinic.

Tanto Molly quanto James atuam como fisioterapeutas e trabalham na reabilitação de pacientes que sofreram AVCs. Para ela, o conhecimento prévio do marido sobre os sinais clínicos da condição foi fundamental para salvar sua vida ao decidir chamar a ambulância a tempo.

Atualmente, Molly segue em processo de recuperação, apresentando perda de sensibilidade na perna direita e leves dificuldades de memória recente, mas sem sequelas motoras e já reintegrada às suas atividades profissionais. A pequena Rose cresce saudável e está com oito meses de idade.

Ao tornar sua trajetória pública, Molly espera alertar a população sobre a importância de investigar sinais clínicos atípicos. "Eu diria que é definitivamente importante buscar respostas para quaisquer sintomas inexplicáveis. Não desista de encontrar respostas, porque isso pode salvar sua vida", declarou.

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