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Política

Inquérito contra Flávio Bolsonaro no STF gera apreensão na reta final

Investigação sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes apura suspeita de lavagem de dinheiro e movimenta os bastidores da campanha.

Por 3 min de leitura

Inquérito contra Flávio Bolsonaro no STF gera apreensão na reta final
Inquérito contra Flávio Bolsonaro no STF gera apreensão na reta final

Um novo inquérito em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) instaurou um clima de forte apreensão na reta final da disputa eleitoral. A investigação, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes e gerou preocupação na campanha devido à possibilidade de decisões judiciais rápidas capazes de impactar o pleito.

O entorno do candidato avalia que a movimentação do processo ocorreu de forma atípica e acelerada para os padrões da Corte. Informações obtidas pelo comitê indicam que o caso foi remetido ao STF em 8 de outubro, autuado e distribuído a Moraes no dia 16 do mesmo mês. Aliados apontam que diligências já estariam em andamento antes mesmo da abertura de vista ao Ministério Público, embora a natureza sigilosa da apuração impeça a confirmação oficial dos atos executados.

A cúpula do Partido Liberal (PL) divide-se quanto aos efeitos políticos do inquérito. De um lado, há o temor de que alguma decisão de impacto seja emitida pelo relator ainda nesta semana, prejudicando o desempenho eleitoral nas vésperas da votação. Por outro lado, interlocutores avaliam que ações ostensivas no primeiro turno acabaram por beneficiar o candidato, o que poderia se repetir agora.

Outra leitura presente nos bastidores é a de que o ministro Alexandre de Moraes possa reter o andamento do processo para utilizá-lo como instrumento de negociação política no cenário pós-eleição. A hipótese é ventilada caso Flávio vença a disputa e o PL conquiste força para impulsionar pedidos de impeachment contra magistrados no Senado, onde o partido contará com maioria.

A origem da investigação remonta a apurações sobre o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, que obteve licença para operar uma empresa de apostas esportivas, conhecida como bet, durante a gestão do ex-governador fluminense Cláudio Castro. O caso foi deslocado para o STF após a identificação de trocas de mensagens eletrônicas entre o parlamentar e o advogado.

A equipe jurídica da campanha sinalizou que pretende formalizar um pedido de acesso aos autos do inquérito. Aliados sustentam que o intercâmbio de mensagens decorre estritamente da relação de amizade de longa data entre ambos e asseguram que o senador não tem envolvimento com quaisquer irregularidades.

Em nota oficial distribuída à imprensa, o advogado Willer Tomaz refutou a ocorrência de ilícitos, confirmou que solicitou acesso aos registros processuais e afirmou que prestará todos os esclarecimentos devidos às autoridades. Na mesma manifestação, destacou que sua proximidade pessoal com o candidato não configura crime.

Fontes consultadas

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