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Líder de seita no Quênia é condenado por morte de 190 crianças

Paul Mackenzie foi considerado culpado de homicídio após submeter seguidores a um jejum extremo.

Por 2 min de leitura

Líder de seita no Quênia é condenado por morte de 190 crianças
Líder de seita no Quênia é condenado por morte de 190 crianças

Um pregador apocalíptico foi condenado por assassinar 191 pessoas, a grande maioria crianças, em um dos piores crimes associados a seitas na história recente. Paul Mackenzie liderava um grupo que incentivava fiéis a jejuarem até a morte para encontrar Jesus, conforme determinou a Justiça local após um longo processo judicial.

A investigação sobre o caso ganhou repercussão internacional quando a polícia desmantelou a igreja autointitulada em uma floresta remota na costa queniana em 2023. Na ocasião, as autoridades encontraram mais de 400 corpos em covas rasas próximas à cidade de Malindi, revelando a escala da tragédia.

A juíza Diana Kavedza Mochache detalhou em sua sentença que o líder utilizava métodos de doutrinação e isolamento para exercer controle hipnótico sobre os seguidores. A crença criada por ele exigia a rejeição de autoridades civis, da educação moderna e da medicina tradicional, preparando os fiéis para uma suposta morte gloriosa.

Segundo os relatos apresentados no tribunal de Mombasa, os ensinamentos estabeleciam uma hierarquia rígida de sacrifício, determinando que as crianças morressem primeiro, seguidas pelas mulheres e, por fim, pelos homens. Exames post-mortem indicaram que as vítimas faleceram principalmente de inanição, além de apresentarem sinais de asfixia e traumas na cabeça.

Outras 28 pessoas foram condenadas junto com o líder por atuarem como cúmplices, aplicando castigos físicos, bloqueando o acesso a alimentos e água, e ocultando corpos. O tribunal apontou que o grupo participou ativamente da execução do plano de privação extrema e na obstrução do trabalho policial.

O caso expôs falhas sistêmicas na fiscalização de seitas e igrejas marginais pelas autoridades do Quênia, que enfrentaram críticas por não agirem prontamente diante de denúncias anteriores sobre as práticas perigosas do grupo. A leitura da sentença com as penas definitivas dos réus está marcada para o dia 6 de novembro.

Fontes consultadas

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