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Política

Lula divulga carta a evangélicos e pede discernimento nas urnas

Documento foca na defesa da família, menciona o fim da escala 6x1 e reforça o respeito à liberdade religiosa.

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Lula divulga carta a evangélicos e pede discernimento nas urnas
Lula divulga carta a evangélicos e pede discernimento nas urnas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nesta quarta-feira (14), em meio à reta final de campanha, a "Carta para as Famílias Evangélicas Brasileiras", documento que busca estreitar o diálogo com o eleitorado religioso e pede discernimento divino na escolha eleitoral. O texto, que também conta com uma versão direcionada aos católicos, foi publicado pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito e confirmado por integrantes do Partido dos Trabalhadores.

Na mensagem datada desta quarta-feira, Lula afirma que não professa a fé evangélica, mas destaca que mantém total respeito por todas as crenças e profissões de fé. O petista ressalta que compartilha com as famílias evangélicas o compromisso primordial de cuidar dos lares brasileiros, argumentando que apenas núcleos familiares estruturados podem consolidar uma nação forte.

O presidente também relembra sua trajetória de vida, mencionando a criação ao lado de sua mãe, Dona Lindu, e sete irmãos, além de atribuir sua sobrevivência política e pessoal à proteção divina. Segundo o mandatário, sua gestão atua na defesa dos lares com medidas concretas e rejeita veementemente acusações de adotar políticas prejudiciais à vida religiosa ou que promovam o fechamento de templos.

Entre as ações listadas no documento, o presidente destaca a proibição das apostas online, conhecidas como bets, por meio de medida provisória, apontando que tais plataformas destroem famílias. Além disso, o documento aborda a proposta de alteração na jornada de trabalho para o fim da escala 6x1, pauta prevista para votação no Senado.

O petista argumenta que a garantia de dois dias livres por semana proporciona mais tempo de convivência e lazer, beneficiando diretamente a rotina das comunidades religiosas. De acordo com o texto, a medida garante aos evangélicos maior disponibilidade para estarem em comunhão nos templos e em adoração com os irmãos.

Em paralelo à divulgação da carta, a articulação da campanha incluiu o lançamento do canal de WhatsApp "Cristãos com Lula 13", promovido conjuntamente pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que é católico, e pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, que é evangélico. A ferramenta tem como objetivo divulgar compromissos voltados à infância, à juventude e às famílias brasileiras.

A estratégia ocorre em um cenário de disputa acirrada pelo eleitorado evangélico, segmento onde pesquisas recentes apontam o presidente em desvantagem numérica frente aos concorrentes. Ao final da carta, Lula encerra convidando os eleitores a votarem com a consciência livre e a buscarem orientação em oração.

Fontes consultadas

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