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Política

Campanha de Lula entrega documentos ao TSE e gera reação de investigada

Ação ocorre em meio ao acerto de divulgação de dados no segundo turno presidencial.

Por 2 min de leitura

Campanha de Lula entrega documentos ao TSE e gera reação de investigada
Campanha de Lula entrega documentos ao TSE e gera reação de investigada

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou documentos no Tribunal Superior Eleitoral nesta quinta-feira, relacionados a um acordo de divulgação de dados com o candidato opositor Flávio Bolsonaro. A movimentação provocou forte reação pública de pessoas citadas nos registros, ampliando a tensão na reta final da disputa eleitoral.

A empresária e lobista Roberta Luchsinger utilizou as redes sociais para ameaçar processos judiciais contra a campanha petista, acusando-a de repassar documentação pessoal protegida por segredo de justiça sem consentimento. Em vídeos publicados nesta sexta-feira, ela classificou a atitude como indevida e afirmou que consultará seus advogados para avaliar medidas perante o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal.

O atrito começou após o debate televisivo do último domingo, quando Lula e Flávio Bolsonaro discutiram a abertura de dados sigilosos. O senador aceitou o desafio sob a condição de incluir informações de pessoas próximas ao mandatário, como o seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a própria Roberta Luchsinger.

A inclusão do nome de Lulinha no debate público remonta também a março, quando o deputado federal Alfredo Gaspar apresentou um relatório na CPI do INSS pedindo o indiciamento de figuras ligadas ao governo. Na mesma época, parlamentares aliados ao Palácio do Planalto apresentaram denúncias contra Gaspar, que teve uma queixa de calúnia rejeitada nesta sexta-feira pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, com base na imunidade parlamentar.

Enquanto a disputa jurídica e política se intensifica, os dois candidatos à presidência continuam a confrontar propostas econômicas. Durante o debate promovido pela TV Globo nesta sexta-feira, Lula afirmou que o adversário do PL estaria plagiando medidas implementadas pelo governo federal ao prometer a compra de dívidas por meio de um chamado Banco da Prosperidade.

Segundo o chefe do Executivo, a proposta assemelha-se ao programa Desenrola 3.0, lançado pelo governo para renegociar dívidas com deságios expressivos por meio de leilões com instituições financeiras. A equipe econômica do governo corroborou a declaração, apontando semelhanças entre os planos de refinanciamento apresentados na campanha e as iniciativas já em curso na administração federal.

As pesquisas de intenção de voto indicam um cenário de acirrada concorrência no segundo turno, com os candidatos adotando estratégias distintas para conquistar o eleitorado conservador e centrista. A votação decisiva ocorre neste domingo, definindo o rumo político do país para os próximos anos.

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