Pular para o conteúdo
Política

Proposta de substituição de servidores por IA gera debate político

Coordenadora da área econômica de campanha presidencial defende o uso de inteligência artificial para otimizar funções administrativas e operacionais no Estado.

Por 2 min de leitura

Proposta de substituição de servidores por IA gera debate político
Proposta de substituição de servidores por IA gera debate político

A coordenadora da área econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, defendeu a substituição de servidores públicos administrativos e operacionais por inteligência artificial (IA) como forma de aprimorar a eficiência das operações estatais. A declaração, feita inicialmente em entrevista no final de setembro, voltou a repercutir recentemente nas redes sociais e gerou discussões sobre o futuro do funcionalismo público no país.

Segundo Marques, o uso de novas tecnologias serviria para lidar com o alto custo da máquina pública e a reposição de pessoal. Em sua argumentação, ela questionou a necessidade de realizar novos concursos para substituir funcionários que se aposentam, sugerindo a adoção de ferramentas digitais. "Quantas carreiras administrativas e operacionais podem ser substituídas no funcionalismo público a partir de inteligência artificial? Sabe quanto custa hoje a despesa pessoal com a máquina pública, bilhões de reais com 12 milhões e meio de servidores", declarou na ocasião.

Diante da repercussão negativa da proposta entre trabalhadores do setor, a coordenadora passou a utilizar suas redes sociais no início do mês para negar que a medida afete direitos adquiridos ou a estabilidade dos servidores em um eventual governo do PL. Nos vídeos publicados, ela argumentou que a modernização digital é uma prática adotada globalmente e que o atual modelo governamental brasileiro permanece obsoleto e analógico.

"Se a gente tiver IA aplicada para a produtividade da administração pública, como todas as empresas do mundo estão fazendo, exceto o governo brasileiro, essa era vai chegar ao fim. Teremos uma carreira de Estado mais bem remunerada, reconhecida e as regras de estabilidade não serão mexidas", afirmou Marques, rechaçando também a alegação de que os concursos públicos seriam extintos.

Além da discussão sobre o funcionalismo, o plano econômico associado à campanha inclui outras propostas voltadas para a assistência social e a desburocratização. Entre as medidas está a criação de uma regra de transição de dois anos no programa Bolsa Família, permitindo que beneficiários busquem empregos formais ou iniciem negócios próprios, com a possibilidade de retorno ao programa caso o empreendimento não obtenha sucesso.

Para viabilizar essas iniciativas, a equipe econômica prevê a atuação de instituições financeiras como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste no suporte ao crédito para pequenos empreendedores. Ademais, a proposta engloba a implementação de um pacote de revogações de normas consideradas burocráticas e a revisão de impostos.

Fontes consultadas

Leia também