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Ciência

Telescópio James Webb revela berçário estelar e colisões cósmicas

Novas imagens e estudos detalham a formação de estrelas na nebulosa NGC 7129 e indícios de impactos planetários em sistemas jovens.

Por 2 min de leitura

Telescópio James Webb revela berçário estelar e colisões cósmicas
Telescópio James Webb revela berçário estelar e colisões cósmicas

O Telescópio Espacial James Webb capturou imagens detalhadas da nebulosa NGC 7129, localizada a aproximadamente 3.300 anos-luz da Terra. A captura, divulgada por agências espaciais em outubro de 2026, revelou uma série de estrelas e protoestrelas que antes permaneciam ocultas sob espessas camadas de poeira cósmica.

Conhecida informalmente como a Nebulosa Botão de Flor, a região funciona como um berçário estelar repleto de astros em diferentes fases de desenvolvimento. Os instrumentos de infravermelho do observatório permitiram aos cientistas enxergar através dos casulos de gás e poeira, detalhando o funcionamento interno dessa área de intensa atividade cósmica.

Entre as estruturas destacadas na imagem está a estrela central massiva LkH alfa 234, que comprime e energiza o gás ao seu redor. Na porção direita da nebulosa, protoestrelas mais jovens emitem jatos de material superaquecido que colidem com a matéria circundante, gerando uma aparência caótica e texturizada marcada por tons avermelhados de hidrogênio molecular.

Em paralelo aos registros da nebulosa, pesquisas recentes baseadas em dados do James Webb trouxeram novas pistas sobre a formação de mundos rochosos. Um estudo publicado no início de outubro de 2026 no periódico The Astrophysical Journal analisou 21 discos de detritos extremos ao redor de estrelas jovens.

Os pesquisadores identificaram que esses sistemas apresentam grandes concentrações de poeira quente e grãos pequenos, características que apontam para colisões violentas entre corpos celestes. Os impactos guardam semelhança com eventos que moldaram o sistema solar primordial, como o choque entre a jovem Terra e um corpo do tamanho de Marte que deu origem à Lua.

A análise da composição mineral dos discos de detritos permitiu dividir os sistemas observados em dois grupos principais. Aqueles ricos em sílica teriam surgido de colisões de alta energia capazes de vaporizar grandes quantidades de rocha, enquanto os sistemas pobres em sílica estariam associados a impactos de menor intensidade.

A relevância do observatório espacial ocorre no contexto de celebrações internacionais ligadas à astronomia. A imagem da nebulosa NGC 7129 serviu de inspiração visual para homenagear a Semana Mundial de Espacio de 2026, destacando o papel contínuo da ciência espacial na exploração dos mistérios do universo.

Fontes consultadas

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