Pular para o conteúdo
Política

TSE determina remoção de vídeo de Janones e suspende canal de apoio

O deputado André Janones enfrenta ordens judiciais para apagar publicações sobre aposentadorias e lida com o bloqueio temporário do canal "Exército do Lula" no WhatsApp.

Por 3 min de leitura

TSE determina remoção de vídeo de Janones e suspende canal de apoio
TSE determina remoção de vídeo de Janones e suspende canal de apoio

O deputado federal André Janones (Rede-MG) tornou-se alvo de novas decisões do Tribunal Superior Eleitoral nesta quarta-feira (14), envolvendo tanto a remoção de conteúdos nas redes sociais quanto a suspensão temporária de um canal de mensagens da campanha presidencial. As medidas ocorrem em meio a intensas disputas jurídicas no segundo turno das eleições de 2026 entre os candidatos à Presidência.

Por determinação do ministro André Mendonça, Janones recebeu o prazo de três horas para apagar um vídeo publicado no Instagram. Na gravação, o parlamentar alegava que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) pretendia desvincular o reajuste das aposentadorias do salário mínimo e alterar regras previdenciárias. Segundo o ministro, a declaração não possui respaldo factual no plano de governo oficial do adversário e configura informação inverídica, estabelecendo multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

Paralelamente, a campanha de Flávio Bolsonaro protocolou uma ação judicial no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios contra Janones e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). A defesa alega danos morais decorrentes de publicações sobre supostas propostas previdenciárias e trabalhistas, incluindo jornadas de doze horas diárias e elevação da idade mínima. O senador pede uma indenização de R$ 61 mil destinada a caridade e uma retratação pública em até 24 horas.

No âmbito das plataformas digitais, o canal "Exército do Lula", criado no WhatsApp e administrado por Janones para divulgar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a ser alvo de suspensão. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou o bloqueio da ferramenta por 48 horas após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, sob o entendimento de que as atividades do canal não podem ser desassociadas da campanha oficial.

A decisão de Nunes Marques gerou debates e divergências nos bastidores da Corte Eleitoral. Enquanto o corregedor-geral Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, sinalizou que o caso deveria ser levado imediatamente ao plenário do colegiado, auxiliares de ministros apontaram que a medida pode extrapolar os limites tradicionais da fiscalização eleitoral.

Com o bloqueio do canal de mensagens, que contava com milhões de inscritos, Janones orientou seus seguidores a migrarem temporariamente para o seu perfil no Instagram como alternativa de mobilização digital. A estratégia de comunicação da campanha lulista tem apostado fortemente na articulação por meio de redes sociais, influenciadores e comunidades virtuais para alcançar o eleitorado durante o segundo turno.

Enquanto isso, outras lideranças políticas buscam alternativas para manter o engajamento da militância em meio às restrições judiciais. A deputada Erika Hilton (Psol-SP), por exemplo, criou um novo grupo de mensagens para acompanhar e debater pautas legislativas em tramitação no Congresso Nacional, evidenciando a centralidade das plataformas digitais na disputa política atual.

Fontes consultadas

Leia também