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Política

Ricardo Coutinho presta esclarecimentos à polícia no Distrito Federal

Defesa nega prisão do ex-governador e afirma que ele foi vítima de tentativa de extorsão.

Por 3 min de leitura

Ricardo Coutinho presta esclarecimentos à polícia no Distrito Federal
Ricardo Coutinho presta esclarecimentos à polícia no Distrito Federal

O ex-governador da Paraíba e deputado federal eleito Ricardo Coutinho (PT) prestou esclarecimentos à Polícia Civil do Distrito Federal na noite de segunda-feira (2), após uma confusão registrada nas proximidades da Vila Olímpica de Santa Maria, em Brasília. A ocorrência envolveu relatos de testemunhas sobre uma suposta abordagem a crianças que participavam de atividades esportivas na região, mas a defesa nega veementemente qualquer irregularidade e afirma que o político foi alvo de uma tentativa de extorsão.

Segundo informações obtidas a partir de registros policiais, testemunhas relataram que Ricardo Coutinho teria estacionado seu veículo perto de crianças, piscado os faróis e feito gestos com as mãos para que elas se aproximassem. Um dos depoimentos indicou que uma das crianças relatou a situação a um familiar, o que deu início a um princípio de desentendimento nas dependências do complexo esportivo.

A versão apresentada pelo ex-governador e por sua defesa diverge totalmente das acusações iniciais. Em depoimento, Ricardo afirmou que havia ido ao local para levar seu enteado a uma partida de futebol de salão. De acordo com o relato, ele permaneceu brevemente dentro do automóvel procurando um papel e, ao acionar o sistema para travar as portas, as luzes de emergência do veículo acenderam automaticamente.

O político relatou ainda que, após caminhar para a arquibancada do ginásio para acompanhar a atividade do enteado, foi abordado de forma agressiva por um jovem que questionou o piscar das luzes do carro e relacionou o fato à presença de crianças. A esposa de Ricardo, Amanda Rodrigues, confirmou que o desentendimento ocorreu nas arquibancadas e que o grupo proferiu ofensas contra o ex-governador.

Diante da situação e temendo por sua segurança e pela do enteado, a defesa afirma que o próprio ex-governador acionou a Polícia Militar. Os advogados apresentaram o número de registro COPOM 20261102191828-630-OC para comprovar que a solicitação de apoio policial partiu do próprio Ricardo Coutinho, que posteriormente se dirigiu voluntariamente à delegacia.

Em nota divulgada na terça-feira (3), a defesa rechaçou veementemente notícias veiculadas que apontavam uma suposta prisão do político por suspeita de aliciamento de menores. O advogado Igor Suassuna de Vasconcelos classificou as informações como falsas, difamatórias e caluniosas, anunciando que medidas judiciais serão tomadas contra os responsáveis pela divulgação.

A Polícia Civil do Distrito Federal informou que todos os envolvidos foram ouvidos e liberados em seguida, sem que houvesse prisão ou indiciamento. O caso foi inicialmente registrado na 20ª Delegacia de Polícia e posteriormente transferido para a 33ª Delegacia, que segue investigando as circunstâncias do ocorrido e as denúncias de ameaça e extorsão.

Fontes consultadas

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